quarta-feira, 4 de novembro de 2026
DIREITOS HUMANOS

Terra Indígena Ituna-Itatá terá reforço da Força Nacional em apoio à Funai

Autorização do Ministério da Justiça vale por 180 dias e prevê atuação coordenada com órgãos de segurança do Pará e do governo federal na área destinada à proteção de indígenas isolados.
Terra Indígena Ituna-Itatá terá reforço da Força Nacional em apoio à Funai
Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos

A Terra Indígena Ituna-Itatá, no Pará, receberá agentes da Força Nacional de Segurança Pública para apoiar ações da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). A permanência das equipes foi autorizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública por 180 dias, conforme a Portaria 1.336/2026.

Área entre dois municípios

O território está localizado entre Altamira e Senador José Porfírio e é reservado à proteção de povos indígenas isolados. A região está submetida a um regime rígido de restrição de entrada, condição que limita a permanência de pessoas no local.

Segundo a portaria, o objetivo da atuação é preservar a ordem pública e proteger pessoas e patrimônio dentro da terra indígena. As ações deverão ser realizadas em coordenação com os órgãos de segurança pública do Pará e com instituições do governo federal.

Atuação dentro do Plano Amas

A operação seguirá as diretrizes do Plano Amazônia: Segurança e Soberania, também chamado de Plano Amas. A medida ministerial estabelece o período de apoio da Força Nacional e a integração entre as estruturas de segurança envolvidas na área.

A Terra Indígena Ituna-Itatá já é alvo de ações de fiscalização e monitoramento realizadas por órgãos federais em razão das restrições de permanência no território. O Ministério Público Federal solicitou o envio de reforços policiais para a região.

De acordo com o Ministério Público Federal, a área foi invadida em agosto por cerca de 200 pessoas. A informação aparece como justificativa para o pedido de reforço policial, enquanto a portaria formaliza a autorização para a atuação da Força Nacional em apoio à Funai.

Fonte: Agência Brasil Direitos Humanos.

Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos