domingo, 1 de novembro de 2026
DIREITOS HUMANOS

Banco do Brasil prevê treinamento e orientação a mulheres em situação de violência

Acordo com o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais inclui divulgação do Ligue 180, encaminhamento à rede pública de proteção e campanhas educativas por canais do banco.
Banco do Brasil prevê treinamento e orientação a mulheres em situação de violência
Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos

Mulheres que buscarem ajuda em agências do Banco do Brasil por enfrentar situações de violência poderão ser atendidas por funcionários capacitados para oferecer orientações e encaminhamentos. A iniciativa também prevê a divulgação de informações sobre denúncia, medidas protetivas e serviços de proteção nos aplicativos, canais eletrônicos e terminais de autoatendimento da instituição.

As ações integram um Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Banco do Brasil e o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG). O objetivo anunciado é fortalecer a prevenção e o enfrentamento da violência contra a mulher e do feminicídio.

Informação e encaminhamento

Entre as prioridades da parceria está a divulgação do Ligue 180, canal oficial de atendimento à mulher. O serviço é gratuito, fornece informações sobre direitos e serviços especializados e recebe denúncias de violência contra mulheres.

Nas agências, os profissionais deverão estar preparados para reconhecer situações de risco, acolher as mulheres e fornecer orientações de maneira segura e humanizada. Dependendo do caso, poderão encaminhá-las à rede pública de proteção ou acionar serviços de emergência, sempre de acordo com os protocolos de segurança e os limites de atuação do banco.

O acordo também prevê cuidados para reduzir o risco de exposição da vítima durante o atendimento. A orientação é que sejam oferecidas informações confiáveis e meios para acessar os serviços especializados, preservando a segurança e a privacidade das mulheres.

Capacitação e campanhas

Além da preparação dos funcionários, a parceria prevê a produção de conteúdos educacionais sobre identificação, prevenção e enfrentamento da violência de gênero e do feminicídio. O banco deverá realizar ações de comunicação institucional e campanhas educativas nos próximos meses.

As informações deverão ser disponibilizadas em aplicativos e em outros meios próprios da instituição, incluindo as telas dos terminais de autoatendimento. A divulgação deve abordar sinais de alerta, direitos das mulheres, medidas protetivas e formas de buscar ajuda.

O acordo organiza a cooperação em quatro frentes: acolhimento e encaminhamento das mulheres; capacitação institucional; colaboração com ações repressivas conduzidas pelas autoridades competentes, dentro dos limites legais; e campanhas educativas.

Participação dos Ministérios Públicos

A parceria terá duração prevista de quatro anos e poderá contar com a adesão dos Ministérios Públicos dos estados, do Distrito Federal e da União. Até o momento, participam os Ministérios Públicos de Minas Gerais, São Paulo, Maranhão e Rio Grande do Sul.

A execução será acompanhada por grupos técnicos formados pelas duas instituições. Esses grupos deverão monitorar as iniciativas e apoiar a implementação das medidas previstas.

Autonomia financeira

O acordo também relaciona a proteção das mulheres à autonomia financeira. Nesse eixo, o Banco do Brasil mantém o programa Mulheres no Topo, que reúne capacitação, educação empreendedora e orientação para a gestão de negócios.

A instituição cita ainda linhas de crédito voltadas às mulheres, como Giro Mãe Empreendedora, FCO Mulher Empreendedora, Procred 360 Mulheres e Pronaf Mulher. A proposta é combinar o acesso a capacitação e recursos financeiros com informação, acolhimento e encaminhamento à rede de proteção.

Em situações de emergência, quando houver risco imediato, a orientação informada na iniciativa é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.

Fonte: Agência Brasil Direitos Humanos.

Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos