Mulheres que buscarem ajuda em agências do Banco do Brasil por enfrentar situações de violência poderão ser atendidas por funcionários capacitados para oferecer orientações e encaminhamentos. A iniciativa também prevê a divulgação de informações sobre denúncia, medidas protetivas e serviços de proteção nos aplicativos, canais eletrônicos e terminais de autoatendimento da instituição.
As ações integram um Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Banco do Brasil e o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG). O objetivo anunciado é fortalecer a prevenção e o enfrentamento da violência contra a mulher e do feminicídio.
Informação e encaminhamento
Entre as prioridades da parceria está a divulgação do Ligue 180, canal oficial de atendimento à mulher. O serviço é gratuito, fornece informações sobre direitos e serviços especializados e recebe denúncias de violência contra mulheres.
Nas agências, os profissionais deverão estar preparados para reconhecer situações de risco, acolher as mulheres e fornecer orientações de maneira segura e humanizada. Dependendo do caso, poderão encaminhá-las à rede pública de proteção ou acionar serviços de emergência, sempre de acordo com os protocolos de segurança e os limites de atuação do banco.
O acordo também prevê cuidados para reduzir o risco de exposição da vítima durante o atendimento. A orientação é que sejam oferecidas informações confiáveis e meios para acessar os serviços especializados, preservando a segurança e a privacidade das mulheres.
Capacitação e campanhas
Além da preparação dos funcionários, a parceria prevê a produção de conteúdos educacionais sobre identificação, prevenção e enfrentamento da violência de gênero e do feminicídio. O banco deverá realizar ações de comunicação institucional e campanhas educativas nos próximos meses.
As informações deverão ser disponibilizadas em aplicativos e em outros meios próprios da instituição, incluindo as telas dos terminais de autoatendimento. A divulgação deve abordar sinais de alerta, direitos das mulheres, medidas protetivas e formas de buscar ajuda.
O acordo organiza a cooperação em quatro frentes: acolhimento e encaminhamento das mulheres; capacitação institucional; colaboração com ações repressivas conduzidas pelas autoridades competentes, dentro dos limites legais; e campanhas educativas.
Participação dos Ministérios Públicos
A parceria terá duração prevista de quatro anos e poderá contar com a adesão dos Ministérios Públicos dos estados, do Distrito Federal e da União. Até o momento, participam os Ministérios Públicos de Minas Gerais, São Paulo, Maranhão e Rio Grande do Sul.
A execução será acompanhada por grupos técnicos formados pelas duas instituições. Esses grupos deverão monitorar as iniciativas e apoiar a implementação das medidas previstas.
Autonomia financeira
O acordo também relaciona a proteção das mulheres à autonomia financeira. Nesse eixo, o Banco do Brasil mantém o programa Mulheres no Topo, que reúne capacitação, educação empreendedora e orientação para a gestão de negócios.
A instituição cita ainda linhas de crédito voltadas às mulheres, como Giro Mãe Empreendedora, FCO Mulher Empreendedora, Procred 360 Mulheres e Pronaf Mulher. A proposta é combinar o acesso a capacitação e recursos financeiros com informação, acolhimento e encaminhamento à rede de proteção.
Em situações de emergência, quando houver risco imediato, a orientação informada na iniciativa é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
Fonte: Agência Brasil Direitos Humanos.
Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos








