Exposição no hall do Fórum Ministro Henoch Reis apresentou literatura, música, pintura, poesia e dança de pessoas com TEA.
A primeira edição da ExpoTEA foi realizada nesta sexta-feira, 19 de junho, no hall do Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus. O evento, promovido pelo TJAM, mostrou trabalhos de servidores e de familiares diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista e teve objetivo de valorizar habilidades e ampliar a visibilidade desses artistas.
Organização e público
A mostra foi idealizada pela Divisão de Inclusão, Acessibilidade e Sustentabilidade em parceria com a Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas. Expositores apresentaram trabalhos nos segmentos da literatura, da música, da poesia, da pintura e da dança.
O público contou com servidores do fórum, operadores do Direito, partes processuais que estavam nas dependências, familiares dos expositores e servidores diagnosticados com TEA lotados no Fórum e na sede administrativa do TJAM.
Abertura e mensagens institucionais
A cerimônia de abertura foi conduzida pela presidente da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do TJAM, desembargadora Onilza Abreu Gerth. Também participaram da solenidade os desembargadores Cláudio César Ramalheira Roessing, Vânia Marques Marinho e Ida Maria da Costa de Andrade, além da juíza Margareth Hoagen e dos magistrados Anagali Marcon Bertazzo e Marcelo Cruz de Oliveira. A diretora da Divisão de Inclusão, Acessibilidade e Sustentabilidade, Monike Saldanha Antony, esteve presente e coordenou parte da iniciativa.
Ao abrir a exposição, a desembargadora Onilza afirmou: “Ao abrirmos o hall deste fórum para esta exposição de talentos, o Tribunal de Justiça do Amazonas não está somente cedendo um espaço físico, mas abrindo as portas da nossa sensibilidade para reconhecer o protagonismo desses artistas. Importante frisar que ‘inclusão’ não é um ato de caridade, mas um direito fundamental e, para nós do Poder Judiciário, um compromisso diário. Promover a acessibilidade significa derrubar barreiras arquitetônicas, mas, principalmente, derrubar barreiras atitudinais. Significa enxergar o outro em sua totalidade, respeitando seu tempo, seu modo de processar o mundo e valorizando suas contribuições para a sociedade”.
Na abertura, Monike Saldanha Antony disse que a ExpoTEA convida à reflexão sobre respeito, acessibilidade e valorização da diversidade. “Celebrar o ‘Dia do Orgulho Autista’ é reconhecer que as pessoas autistas não devem ser definidas por limitações, mas valorizadas por suas capacidades e por suas contribuições para a sociedade. Afinal, incluir não significa apenas permitir que alguém esteja presente no mesmo espaço; inclusão de verdade significa criar condições para que essa pessoa participe ativamente, seja ouvida, respeitada e acolhida”, afirmou.
Casos e reações
O servidor Sérgio Mariano da Silva Pinheiro, da Vara de Execuções Penais (VEP), participou com o filho Sérgio Mariano Trindade Pinheiro, de 9 anos, diagnosticado aos 6 anos com Transtorno do Espectro Autista. O menino exibiu desenhos feitos à mão livre e livretos com histórias ilustradas.
Segundo o pai, exposições como a ExpoTEA são fundamentais para dar visibilidade e incentivar pessoas com TEA. “Exposições como esta são louváveis, pois dão visibilidade e servem de incentivo para as pessoas com TEA, que são parte da sociedade e que, diferente do que muitos pensam, não possuem limitações, mas, sim, peculiaridades, e um olhar humanizado a essas peculiaridades transforma vidas”, disse Sérgio Mariano da Silva Pinheiro.
A mãe do pequeno Sérgio, Kellen Pinheiro, afirmou que a mostra tem importância social e que talentos não devem ficar escondidos. “Estes talentos aqui expostos, e tantos outros, não devem ficar escondidos, mas difundidos, assim como devem ser difundidos o maior número possível de conhecimentos e informações sobre o autismo. Assim, teremos uma sociedade mais esclarecida e acolhedora”, declarou.
Descrição da imagem
#PraTodosVerem: conforme o registro fotográfico, na imagem principal da solenidade a desembargadora Onilza Abreu Gerth aparece à frente de um púlpito de acrílico, falando ao microfone e usando vestido bege e blazer marrom. Ao lado dela há oito pessoas em pé. O registro foi realizado no hall do Fórum Ministro Henoch Reis, que apresenta piso cinza com um tapete no estilo persa, cortina azul e o banner do evento ExpoTEA.
Texto e fotos: Afonso Júnior
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL | TJAM
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Publicado em: 22/06/2026 às 12:28

